Levantamento do Instituto Igape, divulgado em 20 de setembro, coloca a candidata entre os nomes que vêm ganhando espaço na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Nesse cenário, Renata D’Aguiar ganha espaço na disputa pela CLDF e se destaca principalmente entre as mulheres.
Em uma Brasília acostumada a acompanhar nomes que transitam entre a política e a administração pública, Renata D’Aguiar chega às eleições de 2026 apresentando uma trajetória construída em diferentes frentes de atuação.
Economista, servidora pública e com experiência em órgãos da administração federal e do Governo do Distrito Federal, ela também encontrou no terceiro setor um dos principais caminhos para transformar projetos em ações voltadas à população.
Antes da candidata, a mulher por trás da trajetória:
Antes de entrar na disputa por uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Renata D’Aguiar construiu uma história que passa por Brasília, pelo serviço público e, principalmente, pelo contato direto com pessoas e comunidades.
Fundadora o instituto Reciclando o Futuro, Renata começou a fazer a diferença na vida de nossa comunidade no coração da vulnerabilidade em Brasília: o lixão da estrutural.
Agora, candidata à Câmara Legislativa do Distrito Federal, apresenta uma proposta política que busca aproximar experiência técnica, políticas públicas e atuação social. Entre as pautas que vêm se destacando em sua campanha estão a eficiência da gestão pública, o fortalecimento do terceiro setor, a proteção e autonomia das mulheres e a atenção às diferentes regiões administrativas do DF.
*1. Renata, você já disputou eleições anteriores e vem ampliando sua votação. O que mudou na sua trajetória política e por que acredita que 2026 pode ser o momento de conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa?*
Minha trajetória foi construída muito antes das eleições. Em 2018, coloquei meu nome à disposição pela primeira vez e tive 3.912 votos. Em 2022, esse número chegou a 11.473. Para mim, esse crescimento representa uma construção gradual de confiança e de presença junto às comunidades.
Nesse período, também ampliei minha experiência na gestão pública. Sou auditora federal de Finanças e Controle, fui diretora de Gestão de Fundos e Benefícios do FNDE, concluí meu mestrado em Ciências Econômicas e, em 2023, assumi a Subsecretaria de Promoção das Mulheres do GDF.
A experiência na Subsecretaria me permitiu conhecer ainda mais de perto a realidade das mulheres do Distrito Federal e trabalhar diretamente com políticas de autonomia econômica, acolhimento e promoção de direitos. A minha trajetória, portanto, passou a reunir três experiências importantes: a gestão pública, o terceiro setor e a atuação política.
*2. Sua atuação tem forte ligação com políticas voltadas às mulheres, mães, famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade. Quais seriam suas três principais prioridades caso seja eleita deputada distrital?*
Eu trabalharia principalmente em três frentes. A primeira seria autonomia econômica, porque uma mulher que tem renda e qualificação consegue ampliar sua independência e suas possibilidades de escolha. Essa foi uma área que acompanhei tanto no Instituto Reciclando o Futuro quanto na Subsecretaria, com iniciativas de capacitação e empreendedorismo.
A segunda prioridade seria saúde mental e acolhimento, especialmente para mulheres que vivem situações de vulnerabilidade ou violência. E a terceira seria fortalecimento das famílias e das políticas de inclusão, aproximando os serviços públicos de quem mais precisa.
Minha atuação sempre partiu da ideia de que política pública precisa chegar à ponta. Não basta criar uma política no papel; é preciso fazer com que ela seja conhecida, acessível e efetivamente utilizada pelas pessoas.
*3. Você fez parte da gestão do Governo do Distrito Federal. Como avalia o governo de Celina Leão e quais projetos ou avanços dessa gestão você considera que precisam ter continuidade nos próximos anos?*
Eu tive a oportunidade de participar da gestão e, por isso, conheço de perto o funcionamento da máquina pública e os desafios de transformar uma política em uma ação concreta. Minha experiência mais direta foi na Subsecretaria de Promoção das Mulheres, onde trabalhei na construção e execução de políticas voltadas à autonomia, proteção e inclusão das mulheres.
Entre as iniciativas que considero importantes está o fortalecimento da autonomia econômica feminina. Um exemplo é o Cerrado Feminino, apresentado como uma loja colaborativa e espaço de capacitação para mulheres empreendedoras, com formação em empreendedorismo, gestão financeira e aperfeiçoamento profissional.
Também acredito que políticas de acolhimento, saúde mental, qualificação profissional e proteção às mulheres precisam ser permanentes. Gestão pública não pode depender apenas de um mandato ou de uma pessoa; aquilo que funciona precisa ser avaliado, aperfeiçoado e ter continuidade.
*4. O eleitor costuma dizer que está cansado de promessas de campanha. O que Renata d’Aguiar apresenta de diferente para convencer o brasiliense de que merece o voto para a Câmara Legislativa?*
Eu acho que a principal diferença está na experiência de ter trabalhado tanto na gestão pública quanto diretamente com a população. Antes de falar em projeto, eu vivi a execução de políticas públicas. Como auditora, aprendi a importância do controle e da responsabilidade com o dinheiro público. No terceiro setor, acompanhei de perto a realidade de famílias em situação de vulnerabilidade. E, no Governo do Distrito Federal, trabalhei diretamente com políticas para mulheres.
Por isso, quando penso em mandato, penso em transformar experiência em fiscalização, proposição e acompanhamento de resultados. O cidadão tem razão quando cobra menos promessa e mais resultado. Um mandato precisa ter metas, transparência e capacidade de prestar contas sobre aquilo que está sendo feito.
*5. Se você pudesse assumir hoje uma cadeira na CLDF e apresentar imediatamente um projeto de lei para resolver um problema concreto do Distrito Federal, qual seria esse projeto e quem seria diretamente beneficiado por ele?*
Eu priorizaria um projeto voltado à autonomia econômica das mulheres em situação de vulnerabilidade, criando uma política permanente de qualificação profissional, apoio ao empreendedorismo e conexão dessas mulheres com oportunidades reais de trabalho e geração de renda.
Essa escolha tem relação direta com a minha experiência. Antes mesmo de assumir uma função no Governo do Distrito Federal, já desenvolvia iniciativas nessa área por meio do Instituto Reciclando o Futuro. Em 2022, por exemplo, o instituto promoveu o projeto #Girl Power – Vamos Juntas Empreender, voltado à capacitação de mulheres de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.
O público diretamente beneficiado seriam mulheres que precisam de uma oportunidade para conquistar ou ampliar sua renda, especialmente mães, mulheres desempregadas e aquelas que estão tentando começar um pequeno negócio. Eu acredito que uma política pública eficiente precisa fazer mais do que oferecer um curso: precisa criar uma ponte entre qualificação, oportunidade, renda e autonomia.
Mais do que uma candidatura que busca espaço nas urnas, Renata D’Aguiar chega a 2026 com uma trajetória construída entre a gestão pública, o terceiro setor e a atuação junto às comunidades. O crescimento de sua votação nas últimas eleições e a presença entre os nomes citados no levantamento do Instituto Igape colocam seu nome no radar da disputa pela Câmara Legislativa. A partir de agora, será nas ruas, no debate público e, sobretudo, na capacidade de transformar experiência em propostas concretas que essa trajetória encontrará o seu próximo capítulo. Em uma eleição marcada pela disputa por espaço e pela renovação de nomes, Renata D’Aguiar é, sem dúvida, um nome para se acompanhar de perto.
Crônicas de Brasília. Entre o fato e o ruído, Escolhemos a compreensão
