Eleições 2026: campanha começa oficialmente neste domingo; veja o que candidatos podem fazer a partir de agora

A corrida eleitoral de 2026 entra, oficialmente, em uma nova fase neste domingo (16). A partir de hoje, está autorizada a propaganda eleitoral nas ruas, na internet e em diferentes meios de comunicação. A data é um dos principais marcos do calendário das Eleições Gerais de 2026.

O início da propaganda ocorre um dia depois do encerramento do prazo para que partidos, federações e coligações apresentassem os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral. Agora, candidatos podem colocar suas campanhas nas ruas e disputar diretamente a atenção do eleitorado.

O que está permitido a partir de hoje?

Com o início oficial da propaganda, candidatas e candidatos podem fazer campanha eleitoral na internet, divulgar material de campanha e realizar atos públicos.

Nas ruas, estão autorizados, dentro das regras previstas pela legislação, comícios, caminhadas, carreatas, distribuição de material gráfico e utilização de alto-falantes e amplificadores.

Os alto-falantes ou amplificadores podem funcionar das 8h às 22h. Já os comícios e a utilização de aparelhagem de sonorização fixa são permitidos das 8h à meia-noite, observados os períodos estabelecidos pela legislação eleitoral.

Também está autorizada, até as 22h do dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno, a distribuição de material gráfico e a realização de caminhadas, carreatas e passeatas, respeitadas as regras eleitorais.

E nas redes sociais?

A internet passa a ser oficialmente um dos principais campos da disputa eleitoral.

Candidatos podem utilizar seus sites e perfis para divulgação eleitoral. Também está autorizada a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet até 1º de outubro, desde que obedecidas as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

As eleições de 2026 também acontecem em um cenário de forte presença da inteligência artificial. A tecnologia pode ser utilizada nas campanhas, mas existem regras específicas para conteúdos produzidos ou modificados por IA e exigências de transparência.

Ou seja: usar inteligência artificial não significa que candidatos estejam autorizados a produzir ou disseminar qualquer conteúdo.

O que continua proibido?

O início oficial da campanha não significa liberdade irrestrita para candidatos, partidos e eleitores.

A propaganda eleitoral continua submetida às normas do Tribunal Superior Eleitoral, que estabelecem regras para publicidade, utilização da internet, divulgação de conteúdos e realização de atos de campanha.

Na internet, manifestações de eleitores são protegidas, mas podem existir consequências jurídicas para conteúdos que ultrapassem os limites legais, como determinadas ofensas à honra e à imagem ou a divulgação de fatos sabidamente inverídicos.

Outro ponto importante: a partir de 16 de agosto, não são permitidas enquetes relacionadas ao processo eleitoral.

Propaganda não é vale-tudo

O início da campanha também inaugura uma fase de maior fiscalização.

A partir de agora, uma publicação em rede social, um evento de rua ou uma peça publicitária pode ser caracterizada como propaganda eleitoral e, portanto, precisa obedecer às regras previstas para o período.

É também o momento em que o eleitor passa a receber uma quantidade muito maior de informações, promessas, críticas e conteúdos políticos.

Nesse cenário, verificar a origem das informações, conferir propostas e desconfiar de conteúdos sem fonte ou apresentados como fatos sem comprovação torna-se ainda mais importante.

Quando começa o horário eleitoral gratuito?

Embora a propaganda eleitoral esteja liberada a partir deste domingo, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa somente em 28 de agosto e segue até 1º de outubro para o primeiro turno.

Até lá, candidatos e partidos terão nas redes sociais, nos atos de rua e em outras formas permitidas de comunicação importantes instrumentos para apresentar suas candidaturas.

A campanha começou — e começa também a fase de maior atenção do eleitor

O dia 16 de agosto representa mais do que uma mudança no calendário eleitoral.

É o momento em que a disputa deixa a fase de articulação partidária e passa a ocupar oficialmente o espaço público.

Candidatos podem pedir votos, apresentar propostas e defender seus projetos. Ao mesmo tempo, passam a estar mais expostos à fiscalização da Justiça Eleitoral, ao escrutínio da imprensa e, principalmente, à avaliação dos eleitores.

Em uma eleição marcada pelo peso das redes sociais e pelo avanço da inteligência artificial, a disputa não será apenas por espaço.

Será também — e cada vez mais — pela credibilidade da informação que chega ao eleitor.

A campanha começou. E, a partir de agora, a responsabilidade pela escolha também passa a exigir mais atenção de quem vota.

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